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domingo, 1 de julho de 2012

Quando me aproximo de você...



As mãos perdem a orientação dos outros dias, o coração balança, quer sair mas fica no seu lugar.

O nó existente na garganta, atrapalha as palavras já secas e gastas.
As novas são tímidas,  ficam sofredoras em silêncio.
Os músculos retraem-se, um por um, fazendo uma sequência assustadora, ensaiando a peça do prisioneiro. As correntes são puramente imaginárias mas obrigam à mordaça.
Na iminência de uma auto traição...
Respiração. O oxigénio. A calma e a recompensa da dilatação.
Com grande esforço consigo algum controle.
Não quero deixar de vê-lo, gosto da sua presença, da sua companhia, mas é deplorável o estado em que fico.
Tentei, de todas as formas, canalizar para a amizade, no entanto, tenho que adimitir...Não consigo.
Você provoca em mim reações que não cabem na amizade.
As reações físicas, psiquícas e emocionais pertubam- me a razão, causam confusão.
A vontade, o desejo, a cobiça me invadem. O olhar fixa cada detalhe seu.
Penso que se eu conseguir resistir a não estar mais perto de ti, será o melhor a ser feito.

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